sexta-feira, 10 de maio de 2013

ALÉM DO HORIZONTE DEVE TER...

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca (2013)

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca*
Além do horizonte deve ter algum lugar bonito para se viver em paz! Este primeiro verso da canção de Roberto Carlos serve perfeitamente para iniciarmos o assunto desta matéria. Quando olhamos a Terra do espaço sideral vemos como ela é azul. Isto porque sua maior parte é recoberta por água. Mas, quando a observamos um pouco mais de perto, verificamos que ela já não é tão azul assim. Isto porque, em pouco mais de 100.000 anos, o homem já está conseguindo, sem muito esforço, descolori-la, torná-la bem mais próximo do cinza e do marrom. Do cinza, devido à quantidade de poluentes lançados à atmosfera diuturnamente, sem interrupção, sem medir as consequências. Do marrom, devido à enorme de áreas desmatadas, também diuturnamente, de forma despreocupada, levando extensas quantidades de solos para o estágio de desertificação.
E as águas? Em que estado elas estão?
As águas, essência da existência e continuidade da vida estão, cada dia mais poluídas, cheias de detritos, de coliformes fecais, de todos os tipos de efluentes: líquidos e sólidos, domésticos e industriais, de resíduos tóxicos, de metais pesados. No interior da Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do globo, as atividades ligadas à indústria da mineração lançam constantemente imensas quantidades de mercúrio nos corpos d’água de superfície, contaminando extensos e importantes mananciais. Assistimos há pouco tempo atrás, à gigantesca mortandade de peixes no Rio Negro, Solimões e Amazonas, em decorrência da prática descontrolada do garimpo do ouro e de outras atividades ligadas à mineração.
É fato que a água do planeta não vai acabar pelo menos por enquanto. Isto porque a quantidade de água no planeta Terra é constante em virtude do “Ciclo da Água”, que define a sua constância por intermédio do fluxo de evaporação e precipitação, dentre outros fatores. Mas, o grande problema reside no fato da insistência na contaminação despreocupada dos mananciais de água potável. Somente o Brasil, possui 12% da quantidade de água potável do mundo. Há que se destacar que o Aquífero Guarani, o maior reservatório de água subterrânea possui 60% de sua capacidade em subsolo brasileiro.
Por outro lado, no Norte da África, Ásia Central e região do Oriente Médio, a água é um recurso natural extremamente escasso. Então podemos dizer que vivemos num país imensamente privilegiado por dois motivos básicos: pela quantidade de energia solar devido à nossa privilegiada posição geográfica (região intertropical) e pela enorme (pelo menos por enquanto) quantidade de água potável disponível para o consumo humano. Mas, enquanto isso o homem continua descolorindo a Terra, tornando-a menos azul e mais marrom/acinzentada. Talvez, daqui a alguns anos tenhamos que repetir a frase do Roberto: “além do horizonte deve ter algum lugar bonito para se viver em paz, onde se possa encontrar a natureza e escutar o canto dos pássaros”.         



* Escritor. Geógrafo, Mestre e Doutor pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Docente e pesquisador pela Universidade de Uberaba. pesquisa.fonseca@gmail.com  


domingo, 5 de maio de 2013

Professores da UNIUBE defendem trabalho em congresso de Havana (Cuba)


Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Por NEEFICS
Os Professores MS. Tiago Zanqueta de Sousa e Dr. Valter Machado da Fonseca, docentes do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba, tiveram seu trabalho aprovado no IX congresso Internacional de Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável e IX Convenção Internacional Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, organizado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente da República de Cuba.
O evento ocorrerá entre os dias 8 e 12 de julho, em Havana, capital da República de Cuba. O Prof. Tiago Zanqueta irá a Cuba defender o trabalho intitulado “ATORES DA EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL: POLÍTICAS PÚBLICAS, ONGS E O MUNICÍPIO EDUCADOR, de autoria dos dois professores”. Os professores Zanqueta e Fonseca afirmam que é extremamente significativo ter um trabalho aprovado num evento internacional desta magnitude e será também extremamente importante o fato de levar os conhecimentos produzidos na Universidade de Uberaba para a esfera internacional. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Professor disserta sobre “A dinâmica dos ecossistemas”


Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca

Por NTV

O Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca, docente da Universidade de Uberaba, iniciou pesquisa inédita denominada “A dinâmica dos ecossistemas”. Ele fala um pouco sobre o contexto da pesquisa. Segundo o professor, as reuniões internacionais do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) têm sido marcadas pelo debate acerca da interferência ou não das ações antrópicas sobre as mudanças climáticas em curso no atual período da humanidade. Ele enfatiza que não se trata de demarcar uma posição política sobre tal questão, mas, sobretudo, de analisar o fenômeno das transformações e alterações climáticas à luz das diversas variáveis que, por ventura, tenham interferência nos eventos climáticos mundiais, que tanto têm angustiado a humanidade e a ciência nos tempos d’agora.
Fonseca observa que esta discussão serve como um grande divisor de águas em torno das grandes questões climáticas, que mobiliza a ciência e a humanidade nos tempos presentes. Mas, segundo o professor Valter, a resposta que precisa ser dada é uma imensa responsabilidade e um grande desafio para a ciência moderna e ela (ciência) não pode se eximir de tal responsabilidade. É preciso analisar os limites dos ecossistemas, seu déficit energético em função da grande quantidade de atividades humanas, as quais são amparadas por fortes tecnologias que não levam em conta estes limites. Na verdade, afirma ele, quando falamos de energia dos ecossistemas, é necessário que levemos em consideração que existe um limite energético para a realização de atividades antropogênicas em seu interior. É preciso que percebamos que os diversos ecossistemas que compõe o “todo” planetário possuem conexões e interligações que os mantêm unificados para a formação desta totalidade denominada “Planeta Terra”.
Para que se percebam estas ligações fundamentais em níveis de energia (que vai desde as partículas elementares, até as estruturas macroscópicas) nos diversos níveis de funcionamento dos ecossistemas é fundamental que o pesquisador se valha de uma visão periférica e ao mesmo tempo particularizadora tanto das partes, das conexões entre elas, bem como da totalidade por elas formada (a Terra e o universo em seu redor). É preciso compreender que os níveis de energia se estabelecem desde os níveis moleculares, atômicos (e até mesmo nas partículas subatômicas) até os níveis macroscópicos da constituição dos corpos celestes no universo. 
Compreender esta dinâmica demanda o deciframento dos elementos que se interrelacionam e se entrelaçam para formar as conexões entre os diversos ecossistemas que compõem a unidade planetária. Perceber esta dinâmica reclama um olhar astuto sobre os diversos níveis energéticos existentes no interior dos ecossistemas, bem como seu comportamento quando pressionados por quaisquer forças em suas estruturas internas. Então, compreender “A dinâmica dos ecossistemas” que compõem esta totalidade planetária requer o estudo do comportamento energético das partículas elementares que compõem as estruturas e macroestruturas, bem como do fluxo energético que as unificam. Demanda ainda a compreensão da quantidade de energia perdida sob a ação das forças que provocam o desequilíbrio energético desses ecossistemas.  
Para dar suporte a esta investigação, os estudos de Albert Einstein e os Princípios da termodinâmica são ferramentas essenciais. Em verdade, a pesquisa “A Dinâmica dos Ecossistemas” pretende decifrar os elos energéticos que os unificam. Apesar de a ideia matriz ser aparentemente simples, os desdobramentos de tal investigação são extremamente complexos, explica o Prof. Valter Fonseca. Para tanto, além das metodologias próprias das ciências naturais, o Prof. Fonseca pretende utilizar o método da “teoria da Complexidade” de Edgar Morin (própria das ciências sociais), como matriz metodológica dorsal para nortear a pesquisa. Fonseca explica que é preciso decifrar as zonas de incertezas do conhecimento científico, observando-se sempre a relação todo/partes, além dos elos que unificam e entrelaçam as diversas partes componentes do todo (o planeta, o universo). Ele acredita que somente desta forma será possível realizar a leitura correta dos elementos (que vão do micro ao macro cosmos), portanto, afirma o professor, a comprovação desta tese passa, fundamentalmente, pela desconstrução/reconstrução dos aspectos, elementos e fatores que compõem o objeto central da investigação.    
Felizmente, a mesma ciência que cravou sua marca no atual período histórico por produzir diversas aberrações, também produziu conhecimentos importantes que se bem usados, poderão fornecer importantes informações para a leitura correta dos ecossistemas terrestres, suas conexões e seu comportamento diante do desequilíbrio energético provocado por tecnologias descompensatórias e irresponsáveis. Assim, compreender “A dinâmica dos ecossistemas” pode apontar as respostas que as discussões acerca das alterações climáticas tanto reclamam. Os resultados futuramente advindos da pesquisa em curso podem trazer respostas, benefícios e conclusões surpreendentes para a ciência e o conjunto da humanidade, conclui o professor Fonseca.

sábado, 27 de abril de 2013

A DINÂMICA DOS ECOSSISTEMAS

Foto: Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca        Fonte: Arquivo pessoal Prof. Valter (2013)


Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca*

As reuniões internacionais do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) têm sido marcadas pelo debate acerca da interferência ou não das ações antrópicas sobre as mudanças climáticas em curso no atual período da humanidade. Aqui não se trata de demarcar uma posição política sobre tal questão, mas, sobretudo, de analisar o fenômeno das transformações e alterações climáticas à luz das diversas variáveis que, por ventura, tenha interferência nos eventos climáticos mundiais, que tanto tem angustiado a humanidade e a ciência nos tempos d’agora.

Observa-se que esta discussão serve como um grande divisor de águas em torno das grandes questões climáticas, que mobiliza a ciência e a humanidade nos tempos presentes. Mas, a resposta que precisa ser dada é uma responsabilidade e um grande desafio para a ciência moderna e ela não pode se eximir de tal responsabilidade. É preciso analisar os limites dos ecossistemas, seu déficit energético em função da grande quantidade de atividades humanas, as quais são amparadas por fortes tecnologias que não levam em conta estes limites. Na verdade, quando falamos de energia dos ecossistemas, é necessário que levemos em consideração que existe um limite energético para a realização de atividades antropogênicas em seu interior. É preciso que percebamos que os diversos ecossistemas que compõe o “todo” planetário possuem conexões e interligações que os mantêm unificados para a formação desta totalidade denominada “Planeta Terra”.

Para que se percebam estas ligações fundamentais em níveis de energia (que vai desde as partículas elementares, até as estruturas macroscópicas) nos diversos níveis de funcionamento dos ecossistemas é fundamental que o pesquisador se valha de uma visão periférica e ao mesmo tempo particularizadora tanto das partes, das conexões entre elas, bem como da totalidade por elas formada (a Terra e o universo em seu redor). É preciso compreender que os níveis de energia se estabelecem desde os níveis moleculares, atômicos (e até mesmo nas partículas subatômicas) até os níveis macroscópicos da constituição dos corpos celestes no universo. 

Compreender esta dinâmica demanda o deciframento dos elementos que interagem entre si para formar as conexões entre os diversos ecossistemas que compõem a unidade planetária. Perceber esta dinâmica reclama um olhar astuto dos diversos níveis energéticos existentes no interior dos ecossistemas, bem como seu comportamento quando pressionados por forças físicas, químicas e/ou biológicas em suas estruturas internas. Então, compreender a dinâmica dos ecossistemas que compõem esta totalidade planetária requer o estudo do comportamento energético das partículas elementares que compõem as estruturas e macroestruturas, bem como do fluxo energético que as unificam.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MICRO-CLIMAS OU “ILHAS DE CALOR”

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca         Fonte: Arquivo pessoal (2013)
Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca*

As “alterações climáticas” têm sido tema de importantes debates nos tempos presentes, principalmente no momento em que são registradas temperaturas cada vez mais altas em todos os locais do planeta. Estes eventos climáticos têm aumentado de intensidade, em especial a partir da segunda metade do século XX e, agora, no início do século XXI vem ganhando contornos de grande gravidade, em função de uma série de ações antropogênicas sobre a natureza e seus recursos. Grande parte dessas anomalias climáticas se deve à retirada desmedida das vegetações em áreas essenciais para o equilíbrio do grande ecossistema planetário. Aliado à remoção das fitofisionomias dos mais diversos biomas, ocorrem, ainda, a intervenção antrópica sobre os recursos hídricos, solos e atmosfera, aumentando exponencialmente o grau de drasticidade desta problemática. Nas cidades, o fenômeno das anomalias climáticas fica ainda mais evidente, em função da remoção da vegetação urbana, do aumento exorbitante dos veículos automotivos e das atividades industriais. Podemos dizer que esta série de ações humanas sobre o espaço urbano constitui o escopo da problemática socioambiental urbana. Um dos efeitos mais nocivos desta onda de ações inconsequentes no espaço urbano é o que denominamos micro-climas ou “ilhas de calor”.

Mas, o que vem a ser os micro-climas ou “ilhas de calor”, afinal? Podemos dizer que são anomalias climáticas da era moderna. São mudanças climáticas urbanas pontuais, geralmente associadas à urbanização desordenada, fruto da retirada da vegetação, plantios de monoculturas de exportação, em especial a cana-de-açúcar. É notório e cientificamente comprovado que as vegetações estão diretamente associadas ao processo de refrigeração do planeta, ao aumento da umidade do ar e, consequentemente, à manutenção da estabilidade do regime de chuvas. Além de estarem associadas aos processos da dinâmica climática, as vegetações também têm influência direta sobre a fertilidade dos solos, à manutenção da biodiversidade e à estabilidade dos níveis dos corpos d’água de superfície (lagos, rios, córregos, riachos e ribeirões).

Os micro-climas ou “ilhas de calor” são formados especialmente a partir da remoção das vegetações (fitofisionomias) de praças, avenidas, ruas jardins, áreas verdes municipais e do entorno das cidades. A retirada destas formações vegetais provoca o aumento localizado (pontual) da temperatura em diversos locais das cidades e dos centros urbanos. O fato é muito comum em grandes centros urbanos e em locais onde existem grandes cultivos de monoculturas para exportação, a exemplo da cana-de-açúcar. Estas anomalias pontuais já são bastante percebidas em cidades como Ribeirão Preto, Ourinhos, Sertãozinho, Uberaba, Conceição das Alagoas, dentre outras, onde há a predominância deste tipo de monocultura. Nestes locais pode-se perceber nitidamente a diferença de temperatura entre as áreas arborizadas e não arborizadas, entre áreas onde as formações vegetais foram removidas em função das monoculturas e áreas onde estas fitofisionomias foram preservadas. Às áreas que sofreram o desequilíbrio climático recente, dão-se o nome de áreas de micro-clima ou “ilhas de calor”.

A ocorrência dessas anomalias climáticas urbanas pontuais serve como elemento de reflexão altamente significativo acerca da importância do planejamento urbano ambiental correto e eficiente. Se a retirada pontual da vegetação pode provocar a mudança da temperatura em determinado ponto isolado, imaginem vocês o que ocorrem em locais onde existem atividades antrópicas intensas sobre os recursos florestais, a exemplo dos grandes desmatamentos, da retirada das formações vegetais que compõem as matas ciliares, da remoção das vegetações que protegem as nascentes dos corpos d’água? Além de provocar as “ilhas de calor”, as remoções inconsequente das formações vegetais ainda provocam o aumento das pragas e a superpopulação de animais peçonhentos, em função do desequilíbrio ambiental promovido nas cidades devido a estas práticas. Neste sentido, o homem deve repensar, urgentemente suas ações sobre o uso e manejo corretos do solo urbano sob pena de, em curto espaço de tempo, transformar as cidades em locais inabitáveis e impróprios para se viver, sintomas que já se fazem altamente perceptíveis nos tempos presentes.      



* Escritor. Geógrafo, Mestre e Doutor pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pós-Doutorando pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).  Pesquisador e professor da Universidade de Uberaba (UNIUBE). machado04fonseca@gmail.com

domingo, 11 de dezembro de 2011

Curso de Geologia e Paleontologia de Peirópolis vai virar livro


Por NEEFICS


O Professor MS. Valter Machado da Fonseca





Geógrafo, mestre e doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia/MG – (UFU) e docente da Universidade de Uberaba (UNIUBE), idealizou e ministrou um curso de extensão em Geologia e Paleontologia, envolvendo os aspectos da bacia fossilífera do Sítio Paleontológico de Peirópolis, bairro rural da cidade de Uberaba, estado de Minas Gerais. O evento foi uma realização do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba, com o apoio fundamental do seu diretor Prof. Dr. André Fernandes. O curso recebeu ainda o importante apoio do Programa Institucional de Atividades Complementares (PIAC/Uniube).

O curso foi intitulado “Analisar o presente para compreender o passado: um estudo geológico, paleontológico e paleoclimático do Sítio Paleontológico de Peirópolis – Uberaba/MG foi totalmente apostilado e, as apostilas foram elaboradas pelo Prof. Valter Machado da Fonseca e são frutos de intensas pesquisas, por ele realizadas sobre o assunto. O professor Valter Fonseca explica que a elaboração do material didático foi uma tarefa trabalhosa e complexa. Assim, a proposta não foi a de realizar apenas mais um curso na área de Geologia e Paleontologia, mas, tratou-se fundamentalmente, de se organizar um curso que busque elementos e aspectos inéditos, pois, a proposta visa à reconstituição dos aspectos paleoclimáticos e paleogeográficos da região de Peirópolis da época do Cretáceo Superior (período entre 60 e 70 milhões de anos atrás). Realizar uma tarefa como esta, nos moldes a que o curso se propõe é, de fato, um desafio a ser superado. E, esta superação só foi possível graças a uma intensa e detalhada pesquisa bibliográfica dos mais diferentes trabalhos produzidos pela literatura científica sobre as atividades desenvolvidas no Centro Dr. Llewellyn Ivor Price. Isto demandou um dispendioso tempo de pesquisas meticulosas e arduamente trabalhadas.

O Prof. Valter Fonseca destaca a importância do trabalho árduo e profícuo do Professor Luís Carlos Borges Ribeiro e toda sua equipe. Afirma que se não fosse os trabalhos de Ribeiro e sua equipe, talvez o Complexo Científico de Peirópolis nem existisse e que o local provavelmente seria explorado apenas comercialmente, do ponto de vista simplesmente turístico. Ele reafirma que nada possui contra a exploração turística do local, mas declara que isto pode ser feito aliado à exploração do grande acervo científico da localidade. Acredita que desprezar o grande potencial de indícios e informações científicas seria até um crime contra a humanidade e a comunidade científica em geral.

O Prof. Valter Machado se surpreendeu com o material de pesquisa que deu origem às apostilas do curso. O conjunto de quatro apostilas reuniu pesquisas e textos inéditos (do próprio Prof. Valter) de temas que foi da Geologia Geral, passando pela Paleontologia a elementos de Astronomia, Paleogeografia e Paleoclimatologia. Na verdade, a tentativa de reconstituição do paleoambiente de Peirópolis no Cretáceo Superior, acabou por produzir um farto e inédito material. Diante disso, o Prof. Valter resolveu organizar todo esse material em um livro com quatro capítulos, seguindo a mesma sequência dos assuntos e temas tratados no curso. A publicação deste livro está sendo negociada junto à editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU) e tem previsão de lançamento para o início do ano de 2012 (primeiro semestre). Além da EDUFU, existem mais três editoras (todas de São Paulo) interessadas em publicar a obra.

Por fim, o professor afirma que a produção deste livro acerca dos aspectos da Geologia Geral e Regional, bem como de aspectos da Paleontologia, Paleoclimatologia e Paleogeografia da região de Peirópolis, além de se constituir em importante colaboração para a comunidade científica, em especial a parcela que se interessa pelo estudo dessa temática, é, sobretudo, uma forma de homenagear a todos que lutaram (e lutam) pela construção e preservação do Complexo Científico do Sítio Paleontológico de Peirópolis, a exemplo do Prof. Luís Carlos Borges Ribeiro e toda sua equipe


terça-feira, 2 de agosto de 2011

CHAMADA DE REUNIÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO, FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS DO TRIÂNGULO MINEIRO (NEEFICS)

Por NEEFICS

Caros amigos e amigas!

Por motivos diversos, neste ano de 2011 o Núcleo de Estudos em Educação, Filosofia e Ciências Sociais (NEEFICS) ainda não fez nenhuma reunião. Diante disso, estamos convidando vocês pra a 1ª Reunião do NEEFICS neste ano de 2011. Estamos propondo a realização desta reunião no dia 27 de agosto (sábado), às 14h: 00min na biblioteca Municipal Bernardo Guimarães. Devido à ausência de reunião por este longo período, estamos propondo a seguinte pauta:

1) Balanço do NEFICS;

2) Novos rumos para o grupo de estudos: eleição de nova coordenação e demais funções;

3) Novas propostas de estudos e novo cronograma de funcionamento;

4) Funcionamento do BLOG e Criação da Revista eletrônica do NEEFICS.

Desde já, agradecemos e contamos com a participação de todos (as)!

Um abraço;

Prof. Valter Machado da Fonseca P/NEEFICS.