| Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca Fonte: Arquivo pessoal (2013) |
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
MICRO-CLIMAS OU “ILHAS DE CALOR”
domingo, 11 de dezembro de 2011
Curso de Geologia e Paleontologia de Peirópolis vai virar livro

O Professor MS. Valter Machado da Fonseca
Geógrafo, mestre e doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia/MG – (UFU) e docente da Universidade de Uberaba (UNIUBE), idealizou e ministrou um curso de extensão em Geologia e Paleontologia, envolvendo os aspectos da bacia fossilífera do Sítio Paleontológico de Peirópolis, bairro rural da cidade de Uberaba, estado de Minas Gerais. O evento foi uma realização do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba, com o apoio fundamental do seu diretor Prof. Dr. André Fernandes. O curso recebeu ainda o importante apoio do Programa Institucional de Atividades Complementares (PIAC/Uniube).
O curso foi intitulado “Analisar o presente para compreender o passado: um estudo geológico, paleontológico e paleoclimático do Sítio Paleontológico de Peirópolis – Uberaba/MG” foi totalmente apostilado e, as apostilas foram elaboradas pelo Prof. Valter Machado da Fonseca e são frutos de intensas pesquisas, por ele realizadas sobre o assunto. O professor Valter Fonseca explica que a elaboração do material didático foi uma tarefa trabalhosa e complexa. Assim, a proposta não foi a de realizar apenas mais um curso na área de Geologia e Paleontologia, mas, tratou-se fundamentalmente, de se organizar um curso que busque elementos e aspectos inéditos, pois, a proposta visa à reconstituição dos aspectos paleoclimáticos e paleogeográficos da região de Peirópolis da época do Cretáceo Superior (período entre 60 e 70 milhões de anos atrás). Realizar uma tarefa como esta, nos moldes a que o curso se propõe é, de fato, um desafio a ser superado. E, esta superação só foi possível graças a uma intensa e detalhada pesquisa bibliográfica dos mais diferentes trabalhos produzidos pela literatura científica sobre as atividades desenvolvidas no Centro Dr. Llewellyn Ivor Price. Isto demandou um dispendioso tempo de pesquisas meticulosas e arduamente trabalhadas.
O Prof. Valter Fonseca destaca a importância do trabalho árduo e profícuo do Professor Luís Carlos Borges Ribeiro e toda sua equipe. Afirma que se não fosse os trabalhos de Ribeiro e sua equipe, talvez o Complexo Científico de Peirópolis nem existisse e que o local provavelmente seria explorado apenas comercialmente, do ponto de vista simplesmente turístico. Ele reafirma que nada possui contra a exploração turística do local, mas declara que isto pode ser feito aliado à exploração do grande acervo científico da localidade. Acredita que desprezar o grande potencial de indícios e informações científicas seria até um crime contra a humanidade e a comunidade científica em geral.
O Prof. Valter Machado se surpreendeu com o material de pesquisa que deu origem às apostilas do curso. O conjunto de quatro apostilas reuniu pesquisas e textos inéditos (do próprio Prof. Valter) de temas que foi da Geologia Geral, passando pela Paleontologia a elementos de Astronomia, Paleogeografia e Paleoclimatologia. Na verdade, a tentativa de reconstituição do paleoambiente de Peirópolis no Cretáceo Superior, acabou por produzir um farto e inédito material. Diante disso, o Prof. Valter resolveu organizar todo esse material em um livro com quatro capítulos, seguindo a mesma sequência dos assuntos e temas tratados no curso. A publicação deste livro está sendo negociada junto à editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU) e tem previsão de lançamento para o início do ano de 2012 (primeiro semestre). Além da EDUFU, existem mais três editoras (todas de São Paulo) interessadas em publicar a obra.
Por fim, o professor afirma que a produção deste livro acerca dos aspectos da Geologia Geral e Regional, bem como de aspectos da Paleontologia, Paleoclimatologia e Paleogeografia da região de Peirópolis, além de se constituir em importante colaboração para a comunidade científica, em especial a parcela que se interessa pelo estudo dessa temática, é, sobretudo, uma forma de homenagear a todos que lutaram (e lutam) pela construção e preservação do Complexo Científico do Sítio Paleontológico de Peirópolis, a exemplo do Prof. Luís Carlos Borges Ribeiro e toda sua equipe
terça-feira, 2 de agosto de 2011
CHAMADA DE REUNIÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO, FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS DO TRIÂNGULO MINEIRO (NEEFICS)
Caros amigos e amigas!
Por motivos diversos, neste ano de 2011 o Núcleo de Estudos em Educação, Filosofia e Ciências Sociais (NEEFICS) ainda não fez nenhuma reunião. Diante disso, estamos convidando vocês pra a 1ª Reunião do NEEFICS neste ano de 2011. Estamos propondo a realização desta reunião no dia 27 de agosto (sábado), às 14h: 00min na biblioteca Municipal Bernardo Guimarães. Devido à ausência de reunião por este longo período, estamos propondo a seguinte pauta:
1) Balanço do NEFICS;
2) Novos rumos para o grupo de estudos: eleição de nova coordenação e demais funções;
3) Novas propostas de estudos e novo cronograma de funcionamento;
4) Funcionamento do BLOG e Criação da Revista eletrônica do NEEFICS.
Desde já, agradecemos e contamos com a participação de todos (as)!
Um abraço;
Prof. Valter Machado da Fonseca P/NEEFICS.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Novo Código Florestal: ética ambiental x impunidade
sábado, 7 de maio de 2011
Aconteceu de 04 a 06 de maio de 2011 a Regional da SBPC em Catalão/GO
O professor Valter Machado da Fonseca, que também é membro do NEEFICS, foi convidado a ministrar outro minicurso na Reunião Nacional da SBPC em Goiânia, em meados do mês de Julho. Ele acredita que o evento foi muito relevante e deu passos significativos para a implementação de propostas com vistas à minimização dos impactos sobre o Cerrado brasileiro.
terça-feira, 19 de abril de 2011
A PAISAGEM DA JANELA

Na estrada de terra, empoeirada, esburacada
Vai o ônibus lento fugindo dos buracos traiçoeiros
Da janela o homem de pele morena, cabelos grisalhos
As rugas na testa, nos cantos da boca os sulcos do tempo
Seus olhos cansados, ainda conservam o brilho suave
Dos tempos passados, da esperança que ainda resiste
Da janela estreita do velho ônibus, observa a paisagem
Às vezes de verde exuberante, às vezes árida, sombria, vazia
Ao longe nuvens esparsas pintam o azul do céu de outono
Os olhos cansados, fitos no infinito observavam com cuidado
À procura de algo novo, de algum detalhe que relembre o seu passado
Da janela do ônibus, observa ao longe o velho casebre
Imagina as pessoas que teriam a coragem de habitá-lo
Ao redor da casa o cão vadio, magro, sem forças pra latir
Reflete a condição de penúria, talvez fome e miséria
Daqueles que ali vivem, talvez, apesar de tudo felizes
Talvez esperando a chuva, trazendo com ela a flor da primavera
Da janela do ônibus empoeirado, o homem pensa na vida
Relembra o passado, os momentos felizes, o prazer da infância
Relembra o carrinho dos amigos e das mulheres que passaram
Os tempos tristes, as angústias e os sofrimentos que ficaram
A vida, pensa ele: é como a estrada, está em movimento
Alternam paisagens alegres, às vezes tristes como um lamento.
Dentro do ônibus um pequeno grupo de viajantes
Cada um com seu pensamento, com sua alegria, com sua aflição
Todos nas janelas, observam a paisagem, forçam a visão
Será que todos eles vêem a mesma paisagem sempre fixa?
Talvez, arbustos em seus pensamentos, trancados na intimidade
Nem notem o cão magro, o velho casebre com dignidade
Da janela do velho ônibus em constante movimento
A paisagem lá fora é a aquarela que mancha a tela
Da pintura do mundo, imundo, às vezes árido, às vezes fecundo
A velha aquarela, manchada, desbotada, só velho cão
É o reflexo da vida, sofrida, abalada, reflexo do mundo
O homem na janela do ônibus, talvez seja apenas o reflexo da solidão.
sábado, 2 de abril de 2011
O pão nosso de cada dia (1)
Há dias atrás, o JM publicou um artigo de minha autoria intitulado “A mídia e o veneno que nos servem à mesa”, que fez muito sucesso. Prova disso é a quantidade de e-mails que recebi de diversas partes do país e até do exterior (Portugal, Argentina, Espanha). O objetivo desse artigo não é discutir o sucesso de meu texto. Citei o fato, pois ele nos remete a algumas importantes reflexões. Os e-mails recebidos mostram a relevância do tema “saúde”. “obesidade”, “alimentação saudável”. Demonstram ainda a preocupação de parte da população [que não aparece nas estatísticas oficiais] em relação à saúde. Então, resolvi dar continuidade às reflexões sobre esta relevante temática. Enviarei ao JM uma série alternada de contribuições sobre este assunto.
Hoje tratarei de um assunto bastante polêmico e que vem sendo, sistematicamente, discutido nas grandes rodas de pesquisas científicas das áreas de saúde humana: a transgenia ou melhoramento e/ou clonagem de espécies vegetais e animais. Nas últimas décadas, o avanço das técnicas de engenharia genética colocou em foco a questão da transgenia, isto é, a produção de organismos geneticamente modificados (OGM). Um OGM é um ser vivo obtido ao introduzir-se, em uma espécie biológica, de forma estável e hereditária, um gene mediante mecanismos de DNA recombinante, o que implica no fato de que, pela primeira vez na história, a transmutação de genes permitiu romper a barreira entre as espécies.
O Conselho de Informação sobre Biotecnologia – CIB (2004) informou que, em 1994, o primeiro transgênico chegou às prateleiras dos supermercados: um tomate, desenvolvido para ter mais sabor do que o comum e suportar maior tempo de armazenamento. No ano seguinte, a primeira variedade de soja transgênica foi introduzida no mercado. Estas evidências mostram somente a “ponta do iceberg”, hoje, além do tomate e da soja, diversas espécies geneticamente modificada têm sido colocadas nos varejões e prateleiras dos supermercados à disposição dos consumidores. Grande variedade de produtos “vistosos e bonitos” é colocada, diariamente, à nossa disposição no mercado, a exemplo de hortaliças, legumes, grãos e carnes de todos os tipos. Agora, além de nos preocuparmos com os herbicidas/pesticidas lançados sobre os alimentos e depois infiltrados no solo contaminando-o juntamente com as águas, temos que nos preocupar ainda com aquilo que a gente não vê, pois ocorre em nível de DNA: a transgenia de alimentos.
E, por trás de todas essas experiências, da qual as cobaias somos nós mesmos, existem os grandes grupos multi/transnacionais que ficam, cada dia mais, bilionários à custa dessas experiências com a saúde humana. Eles controlam todo o processo produtivo da indústria agronômica, farmacêutica e de alimentos. Os pequenos produtores ficam à sua mercê, pois dependem deles para a aquisição de sementes [já que não adianta selecionar os grãos, pois eles não têm mais potencial germinativo], aquisição de insumos, pesticida, herbicidas, dentre outros agrotóxicos.
Isto impede que os pequenos produtores pratiquem a agricultura de subsistência e/ou familiar, devido ao grande cartel oligopolista, formado pelos gigantes genéticos, os quais estipulam preços incompatíveis com as práticas dos pequenos produtores, uma vez que esses preços são estabelecidos para atender a realidade da monocultura voltada para a exportação. Enquanto o homem brinca com pesquisas sérias, em troca do lucro, nós assistimos à volta de doenças antigas e o surgimento de novas. Assim, vamos deixar para os nossos filhos e netos um monte de doenças, alimentos artificiais e pragas, decorrentes da ganância humana, muitas vezes chamada, equivocadamente, de “progresso e desenvolvimento”. Neste sentido, alguns poucos grupos ganham fortunas à custa do sofrimento, miséria e morte de grande parcela da população, principalmente os mais humildes.